segunda-feira, 7 de abril de 2008

"É hoje - Pra você"


Certas coisas ganham um ar especial quando vindas de certas pessoas. Duas situações me tocaram. Numa, recebi um elogio carinhoso, despretensioso, de uma pessoa com a qual mal tenho contato, mas que, pelo contexto de uma situação, significou muito. Na outra, estava eu trabalhando , quando percebo um colega, parceiro, amigão ... cabisbaixo. Fiquei de soslaio, observando. Tinha algo diferente com ele; o olhar meio perdido... Decido perguntar e ouço: "não tenho nada não, verdade! Te mandei um e-mail". Então pensei: "viu? ele tá com algum problema." Mas, quando abro, leio esta mensagem:


"Sei que você sabe escrever como ninguém, está por dentro de todas as novidades, trabalha muito, está sempre ocupada. Mas hoje quero tomar um pouco de seu tempo para te dizer algumas coisas...
Chris, Olha, sei que você é uma pessoa bem informada, mas tenho uma notícia para dar-lhe em primeira mão: Gosto muito de você. Não que isto possa dar manchete em jornal ou telejornal mas, fazendo uma retrospectiva, é a melhor notícia que o meu coração pode te dar nesse momento. Esquece o onde porque eu quero você em qualquer lugar. Esquece o porque, porque eu também não sei. Só não esquece o quem, porque este quem tem nome e se chama ....*
Sabe, a cada vez que eu te vejo empunhando o microfone ou segurando a caneta, sinto arrepios só de pensar no que você será capaz de dizer. Às vezes, chego a pensar que você é uma iconoclasta, pois além de fazer denúncias a todo momento, de não deixar pedra sobre pedra sempre que faz um comentário, ainda é capaz de me reduzir a pó só em olhar para mim... Olha, se você não fosse jornalista, com certeza estaria brilhando em outra mídia qualquer, quem sabe no cinema ou mesmo como estrela na novela de maior audiência.Tenho que confessar: sou capaz de perder um jogo da seleção brasileira, mas não perco o Jornal da Guarani. Você é demais!Bem, acho que estou me alongando muito, pois você gosta de informações precisas e sucintas, mas diante do meu espanto pela sua desenvoltura (mesmo em face a acontecimentos terríveis) gostaria de encerrar este meu informativo com uma notícia boa, que fale de paz, amor, sorriso e alegria, mas com um detalhe, que vai em off: Quero desejar tudo de bom nesse dia e falar que você é uma excelente profissional. E agradecer pois meus dias aqui na rádio não seriam os mesmos sem você, saiba que tu é muito especial para mim.

Entre todas as notícias importantes do dia, o destaque hoje é a sua dedicação, competência e eficiência.

Feliz Dia do Jornalista!

P.S: Meus olhos 'nada azuis' se encheram d'água. O "olhar perdido" era, na verdade, um olhar compenetrado, comprometido com as palavras, cheio de carinho. Eu fiquei ali, absorta, pensando se merecia tanto. E por outro lado, pensando porque pensava dessa maneira... Coisas de momento.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Why?...

Ontem, imaginei que não poderia haver mais espaço para tanto desânimo. De tudo.

Voltei a pensar em jogar a toalha. Realmente, é hora de mudar; sinto isto cada vez mais premente. O que antes parecia parte do cotidiano, sinto agora como uma questão de sobrevivência. Nos últimos anos, minha cabeça deu uma reviravolta. Criei, entre outras características, mais resistência do que sempre tive para certas situações. Ocorre que, em alguns casos, isso tem sido muito positivo; porém (e fico pensando "por que comigo?"), na maioria das vezes, venho sendo testada por todos os lados e quase ao limite do absurdo. Não posso mais; não preciso; não quero mais fazer isso. A cabeça estoura por tentar mudar o rumo e não saber - nem sequer, ter tempo - para fazer isso.

Este é o momento que mais tem feito a minha mente fluir. Novamente me refugio apenas nas palavras - a única coisa que hoje domino - para não jogar a tal toalha. Este aqui é o ambiente que mais tem me dado prazer. Escrever sem comprometimento, dizendo quase tudo o que quero sem, na verdade, deixar qualquer coisa clara, me expor, me comprometer, me exasperar. Ao mesmo tempo em que falo sobre mim, releio esses textos e enxergo quase poesias. Talvez esteja aí a minha saída.

Enquanto não encontro tal saída, aproveito o resquício da força que tenho deixado se esvair, mas que teima em manter uma pequena chama acesa, para me mostrar algo. E quando penso nessa chama, só consigo me lembrar dele; que vem me tirar - lá de cima - lá do fundo, para mostrar o quanto um dia pôde durar sua resistência. É por isso que vc me faz tanta falta. Daqui, peço-lhe que continue - daí - com suas "pegadas na minha areia" e com o olhar maroto e observador. E só espero que tanto esforço não tenha sido e não continue sendo em vão...

sábado, 8 de março de 2008

Parte "final'...




O tempo passa e a cada dia, a única certeza que tenho é que não vou mais ver o meu pai. E isso ainda me emociona, entristece e me faz refletir sobre uma série de coisas. Entre tudo o que está na minha cabeça, posso dizer que sinto que algo vai mudar em minha vida. Não sei em que sentido nem em que tempo, mas sinto. E acho que tenho contribuído para essa tal mudança, que nem mesmo sei qual é. Ao pensar nesta certeza desconhecida, algo me alivia e me dá forças para continuar seguindo. Preciso dar uma reviravolta na minha vida e os últimos acontecimentos me ratificam isso.
Enquanto não sei o que me aguarda, me preparo para a reengenharia. E, claro, espero (sempre esperamos) que o que me espera seja o que eu busco: ....................... hoje é o meu dia; o dia de todas as mulheres. Mesmo sendo uma data comercial, como qualquer outra (assim eu penso), não posso deixar de reconhecer que as lembranças - quando são saudáveis - são sempre benéficas. Duas pessoas me deram os parabéns pelo dia de hoje (e os nomes só interessam a mim); não recebi uma só palavra de quem eu esperava. Mais um motivo para pensar nessas "mudanças"na cabeça e, consequentemente, na vida...

OBS: Qto a uma chateação da última semana que mexeu comigo, esta ainda não se foi, totalmente, mas serviu para mostrar que tenho coragem, força, comprometimento e muita dignidade. E isso é só o que me importa agora. No mais, as pessoas continuam me surpreendendo; e, cada vez mais, isto me assusta.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Série Desabafo - Parte 2

Às vezes até eu me impressiono com a minha resistência diante de situações, absolutamente, intolerantes.. Me impressiono porque a mesma não era inata; foi adquirida ao longo do tempo (e de bem pouco tempo); Ainda assim, tenho conseguido me controlar, absurdamente, para não me arrepender - mas apesar de toda a resiliência, acabo desabando... pelo menos não na frente de ninguém. Passei um fim de semana péssimo que, - imaginei -,... se renovaria em boas energias na próxima segunda-feira brava, como todo ser humano espera. Mas nada disso... Eis que me surpreendo! Nova e negativamente... ou devo me perguntar se realmente foi surpresa? Pra explicar melhor o que disse acima, utilizo parte de um texto que li para uma aula de substituição, hoje, na qual abordávamos a Teoria da Comunicação baseada na Escola de Frankfurt. Em dado momento, o autor expressa os seguintes dizeres: "a democracia incomoda porque nos leva a conviver com opiniões diferentes, permite alternância de poder, divergências de opinião..." Mais à frente, ele segue: "no fundo, o medo da democracia é o medo da crítica. E crítica, claro, não é ódio, é... crítica".

Este texto pequeno deveria ser replicado a algumas pessoas.

Quanto a mim, me reportei a um ser prudente, muito, sempre amado, que me ajudou a decidir o que fazer. Eu decidi ouvi-lo e seguir o seu conselho. Até o mínimo limite. Já expandi todos os que poderia e que náo deveria. Amanhã vejamos...

terça-feira, 4 de março de 2008

Série Desabafo - parte 1

É como a música: "nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas....
aprendendo a jogar!"

E assim vamos vivendo, neste mundo, literalmente, medíocre, que a cada dia mais me assombra. Curioso e diferente, sem dúvida; mas, sobretudo, bizarro. Porém, nem tudo está perdido, me parece. Em meio a tanta ..... coisa, aprendemos mais um monte de coisas; e refletimos também. E aí é que voltamos lá no início, para perceber que, por muitas vezes - não todas - tanto sacrifício não valeu a pena. Nem um pouco...

PS: Saudades do meu pai; me afogam, desnorteiam, me tiram do prumo. Vc era e ainda é - o meu norteio. Só não descobri o porquê..

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Sei lá, entende?...


Há dias entro aqui para publicar novo post, mas as urgências profissionais novamente têm suplantado as pessoais. E a cabeça vai se acumulando... No post anterior, escrevi coisas bem íntimas e pouco-decifráveis. Era esse o objetivo e verifiquei que o atingi. O que não parece, por um lado, claro, às outras pessoas, devido às minhas vagas palavras, está muito claro em minha cabeça. Lá venho eu com minha falta de tempo (de saco) pra continuar o raciocínio e de Patropi, pra deixar tal raciocínio comigo mesmo. Amanhã retorno; prometo...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Poesia surda... cega... muda.

Deleite visual, cansaço físico, chuva esperada e muita atividade mental no feriado. Foi legal e produtivo. Principalmente para me lembrar de que coisas especiais e únicas serão sempre assim. "O plano" é... o que já foi escrito, lido e dito. É este o plano perfeito. Pois bem: a minha atividade mental num "ritmo carnavalesco", porém numa cadência muito serena, me permitiu compreender isto. O meu sonho existe, sempre existiu. E já que dizem que "a vida é a arte do encontro", espero que ela esteja apenas mostrando atalhos por aí - como já mostrou um dia -, para confirmar que o rumo final é o já sabido. É este "o plano" traçado. É esta a esperança... ETA.

Hoje, começo tudo de novo; como um robô; sem graça. Só espero que a coragem possa dar lugar ao medo; e que, enfim, eu tenha a chance de transmitir a confiança, serenidade e tudo o mais que é necessário para se concretizar o "plano"; e tirar do meu coração o que sinto agora: amor, dor e muita, muita saudade...

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

olha o estrondo do elefantinho...


Passei aqui só p dizer que não tô nem um pouco afim de escrever nada. Garota enxaqueca. Rs...

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Um natal "inesquecível"...


Após 3 meses, resolvo quebrar o silêncio, criar coragem e escrever um post. Mas garanto que não é fácil. Queria fazer destas palavras um rito de passagem. Este ano, como qualquer outro, me deixou muitas lembranças, bons momentos, boas oportunidades profissionais, muito desgaste físico e emocional e uma série de perguntas - que, acredito, fielmente, têm me feito pensar no sentido da vida. Isto tudo me faz registrar o 2007 como um ano de crescimento, que jamais poderei me esquecer; e sim, agradecer a Deus por ter acreditado em mim.


Mas por outro lado - não como nos outros anos - quem dera o fosse - nunca poderei me esquecer deste 2007. Foi o ano em que entendi que certas ausências jamais poderão ser superadas e que o tempo nunca vai amenizar a dor (a minha dor). Hoje, assim como nos outros anos, não comemoro o Natal; mas nesta história não há culpados; há apenas uma história a ser cumprida. E por isso, aceito tal desígnio e rogo a Deus para que cuide bem do meu atleticano; que ele esteja fazendo sua festança como sempre gostou.


Pai: olho agora para as inúmeras fotos suas que espalhei pelo meu quarto - cada uma mais fofa que a outra. Não me canso de olhar, nem de chorar ao ver o seu linguão de fora. Mas me sinto abençoada por vc e com o coração confortado.


Amo você. Passou de meia-noite. É natal. Fique conosco e aí, com Deus...

sábado, 22 de setembro de 2007

Amor eterno


A vida me pregou mais uma peça. Desta, porém, nunca gostaria de ter sido espectadora. Entretanto, já que faço parte deste roteiro, faço do seu último ato a minha primeira e singela homenagem a você, meu querido PAI: gostaria de ter podido contar com apenas alguns minutos a mais para ter-lhe dito todas as palavras de amor que faltaram; mais do que as tantas que já tinha lhe pronunciado e menos do que aquelas você sempre merecerá ouvir. Há algum tempo, li que as pessoas que passam por nós vêm sozinhas, mas nunca vão sozinhas; sempre deixam um pouco de si e levam um pouco de nós. Vc deixou, meu pai, toda a sua alegria, coragem, simplicidade; e peculiarmente, o bom-humor, mesmo nos seus momentos mais difíceis, de dor lancinante e limitação física. Por isso, procurarei sempre me lembrar do seu humor; e sempre terei "vergonha" de pensar em desistir de tudo, quando a vida me transmitir tristeza suficiente para tanto. Nestas horas, pensarei em você, no choro que você nunca gostou de ver, na força que você sempre buscou, quando pensávamos que tudo estava perdido. Vou me lembrar de todas as nossas brincadeiras, palhaçadas, que só faziam sentido pra nós - e me lembrarei, também, que parte dessa minha "força" virá de você, que agora, tenho certeza, está proporcionando alegria a outras pessoas, tão iluminadas e evoluídas quanto você.

P.S. Um pequeno pássaro insiste em sobrevoar os galhos da árvore defronte à minha janela. Parece ser você, me dando um alento e querendo dizer: "agora estou livre". Mesmo se não for, vou pensar que sim para minimizar a minha dor.

Pai: amo você; me abençõe e fique bem aí, tá?

Que cerrem-se as cortinas... e que se apague a luz....

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Sem palavras


Hoje vi meu mundo passar do chão. Hoje, meu pequeno mundo perdeu o brilho. Hoje, percebi que o sofrimento tem um grande poder de auto-superação...

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Depois de algum tempo...


Noite mal-dormida... novo aperto no coração. Uma pessoa especial me mandou uma mensagem que deixo aqui registrada pensando em outra mais especial - deixarei aqui para ler sempre, retornar e renovar as forças. Novamente, só peço que tudo dê certo...


"Depois de algum tempo você aprende a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. Aprende que amar não significa apoiar-se e que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Aceita suas derrotas. Descobre que as pessoas com quem você se importa são tomadas de você depressa, por isso sempre deixe as pessoas que ama com palavras amorosas. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. E aprende que pode suportar... que pode ir mais longe depois de pensar que não agüenta mais".

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Basura

Tá osso a coisa. Trabalhando demais. Quero me divertir, mas não tenho tempo. Ou se tenho, não tenho energia; durmo e vejo televisão: com o olhar parado, que nem autista. E se tô com energia, é hora de ir pra ginástica. Mas não vou. Aproveito pra fazer as coisas profissionais acumuladas. Pode? Nem sei da minha Kika; deixei muita gente de lado - inclusive eu -. Já tô até perdendo a hora de manhã e ontem, achei que ia bater as botas. Tô que nem dublê de modelo e artista que não tem nada pra fazer - diz que tá "cheio de projetos". O pior é que eu tô mesmo (projetos de alunos). Nem... Que lama.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Leave me

Em uma de minhas raras aparições, entrei no blog de R ou D... Vi o recado de Love para R ou D, dizendo: "... Ponto Com Ponto Bê Érre". Então resumo suas palavras, L:

C... Leave me.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Humpf!


Que falta de paciência dos diabos, de gente esquisita, de muito trabalho, de lugar com gente blargh, de pouco tempo pra fazer o que gosto muito, de faltar alguém pra também gostar muito, de tanta incerteza e, inclusive, de continuar escrevendo essa mensagem no blog. Tô com o saco cheio até de olhar no espelho. Até porque, se eu tiver de olhar no espelho e se for do carro, terá de ser o do lado esquerdo; minha maré de azar e meus delicados movimentos manuais partiram o vizinho destro ao meio.
Pra dizer a verdade, a falta de paciência se traduz em apatia mesmo... desânimo, vontade de falar menos ainda. E de mudar pra famosa Groenlândia.. Um dia ainda vou lá nesse tal lugar...

sábado, 11 de agosto de 2007

Ermitã

Quem me conhece sabe que não sou de falar muito. Sabe que não deve perguntar muito. Sabe q quero ficar no meu canto. Nada mais a dizer. Só a pensar. E olhe lá...